A MENSAGEM REENCONTRADA,

de Louis Cattiaux

(1904-1953). Alquimista e pintor francês.

 

A Mensagem Reencontrada é um livro sapiencial em que está presente, atualizada, a Sabedoria universal da que provém todas as escolas iniciáticas e todas as religiões. Por esta razão é um livro profundamente ecumênico e compatível com todas as religiões e crenças, já que surge da raiz espiritual comum a todos os povos. Procede da grande árvore de Deus plantada na humanidade como uma semente da vida futura.

No entanto, por sua forma de expressar os mistérios da regeneração do homem, pode-se inscrevê-la dentro do hermetismo cristão.

Este livro vivo se dirige a nossa memória profunda, a nossa intuição essencial (MRXIX, 3’), à luz que nos habita secretamente, pois suas palavras contém uma luz que é da mesma natureza da que sussurra em nós. Existe, pois, uma empatia sobrenatural entre ambas, pelo que se estabelece, entre elas, um diálogo amoroso, como cartas de amor cifradas entre dois namorados, que só eles podem compreender.

A Mensagem Reencontrada é também um livro oracular, pois pode abrir-se ao acaso, assim obteremos uma resposta a nossa pergunta, um conselho ou uma instrução. É uma boa maneira de aproximar-se ao livro e ao Espírito que o inspirou.

Nele, tudo está posto com uma intenção precisa, nada é fortuito; cada palavra está carregada de sentido e pesada sabiamente. Por isso devemos frequentar o livro, relê-lo sem pressa e meditá-lo longamente, de maneira que, com a ajuda de Deus, o livro se abra ante nós e nos abra; assim poderemos ler-nos e conhecer-nos realmente, pois o segredo do livro está dentro de nós.

A Mensagem Reencontrada é uma obra dirigida aos buscadores de Deus, a homens e mulheres de espírito livre que aspiram a estabelecer uma relação direta com a Divindade, sem outro intermediário que o Espírito único que inspira sempre àqueles que o invocam e se põem em suas mãos.

Assim, pois, lede e vivei. 

 Mensagem Reencontrada contém muitas orações. Propomos esta aos nossos leitores.

«Ouve a minha prece, tu, cuja luz é toda inteligência, todo amor, e toda potência de vida. Vem a mim sobre o teu raio penetrante e desperta a minha vida adormecida nas trevas do exílio. Anima-me novamente e salva-me do horror da morte, ó maravilhoso Pai que prodigalizas tua santa semente incansavelmente!» (XXVIII, 16’).