TEXTOS SOBRE A MENSAGEM REENCONTRADA

 

 

Em sua lenta caminhada, a obra de L. Cattiaux foi chamando a atenção, primeiramente a uns poucos buscadores de Deus, até que, progressivamente, seria conhecido e valorizado nos diferentes meios espirituais, nos ambientes esotéricos, nos alquímicos, etc., sobre tudo a partir dos anos noventa do século passado, quando já muitos haviam reconhecido o peso de suas palavras, a luz oculta que encerra este texto único e singular. Também começou a ser divulgado em alguns países da Hispano América, especialmente na Argentina, até que em 2005 foi publicado em português pela editora Madras, de São Paulo.

Em uma carta a seu amigo Gaston Chaissac, Louis Cattiaux predisse que o livro seria conhecido muito depois de sua saída deste mundo:

“Este livro será conhecido dentro de cinquenta anos, pois prefigura o reino do Espírito Santo que começará até o ano 2000”.[1]

Louis Cattiaux sempre insistiu que o importante era a obra e não sua pessoa, pois ele somente foi utilizado como um instrumento dócil à vontade e ao verbo de Deus que nele ditava.

Além disso, o personagem exterior, o autor da obra, não respondia aos clichés do mundo ocidental que, fortemente influenciado por certo misticismo orientalizante, pensava – e segue pensando – que existe algo assim como “cara de sábio”. Não, Cattiaux não tinha cara de santarrão majestático, não era um erudito do esoterismo nem se situava por cima dos demais homens. De fato, era um bon à rien, um comediante; um louco de Deus ao que lhe foi concedido recuperar a verdadeira cordura. Com um personagem, em certo sentido tão pouco dotado, segundo o mundo, o Espírito havia composto uma grande obra para todos os tempos, e em particular “para os tempos novos”:

“O Livro germinou em um homem considerado, por alguns, como inútil, preguiçoso, rebelde, orgulhoso e inclusive ímpio, já que o humor do Perfeito se compraz em realizar grandes coisas com instrumentos irrisórios”.[2]

Na atualidade, na Internet sobre A Mensagem Reencontrada, existem portais sobre esta obra em cinco idiomas que dão a conhecer o livro na selva fria do novo império virtual.

No entanto, com ou sem Internet, A Mensagem Reencontrada é um livro que faz seu próprio caminho e que escolhe a seus leitores, como diz alguns de seus versículos (XXXVII,39 e XXXVIII, 36’):

“Todas as etiquetas que os esterilizadores de vida quiserem nos colar não acrescentarão nem suprimirão nada à formidável proposta do Livro, que é dirigido a todos os humanos dotados por Deus da inteligência necessária para a realização da sua salvação aqui embaixo”.

“Os verdadeiros crentes, os religiosos de coração, os simples e os pobres de Deus receberão o Livro que os serve, pois o Espírito que os habita se reconhecerá a si mesmo no Livro”.

 



[1]Coleção La Puerta, La interpretación de los mistérios, nº 64, Arola ed., Tarragona, 2005, p. 46.

[2]A Mensagem Reencontrada XXI, 18.